70 | de meia na praça

Acho que nunca me senti tão confortável sendo eu na vida, são as dancinhas aleatórias, as brincadeiras de infância relembradas e brincadas como eram lá atrás, a comunicação estranha e maluca de quem tem dialetos próprios, a entrega de corpo e alma na platéia de quem vê corpos e almas sendo entregues no palco para quem quiser compartilhar.

Várias eus de vários tempos se encontram sob o mesmo teto e que estranho ver todas elas lado a lado, interagindo uma com a outra ao invés da costumeira virada de página e progressão de capitulos que nunca se tocam. É óbvio que meus mundos se relacionam, eles me tem em comum, quero saber é como eu nunca pensei nisso que agora é tão óbvio.

Vejo pelas pessoas que colecionei ao longo da vida o quanto mudei e em quais adjetivos ainda sou a mesma. Essa é, sem dúvida nenhuma, uma nova fase para mim e, olhando ao meu redor, vejo que é realmente tudo novo para todos nós. Bom, vamos lá né, no mínimo vira história.

13 de novembro de 2022

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pelo visto esse é o meu diário

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