aleatória

Saio de mim rasgando como quem nunca soube outra forma de ser. Arranco lascas com garras novas que sempre estiveram ali. Gotejam lágrimas de meus cabelos molhados que molham o chão. Algo não parece certo. Rastejo no teto.

Tanto faz pra onde vim ou de onde fui, nasci. Nasci de novo como outra eu que precisava de mim pra nascer. Gerações inteiras de eus seguidas de mims. Gerações inteiras.

Viajo no tempo quando me olho no espelho. Atrás desses olhos aqui tantos outros olham de volta. Acho que nunca vi o tempo passando. E se eu nunca existi?

E se

Ih, me perdi.

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pelo visto esse é o meu diário

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