13 | dias tão incríveis que nem tem o que falar

Ando prestando muita atenção nas interações ao meu redor e nossa, é bizarro o quanto eu passei uma vida inteira vivendo elas mais dentro da minha cabeça do que fora. A desenvoltura que algumas pessoas tem em falar com qualquer pessoa a qualquer momento e em qualquer lugar me impressiona e agora pela primeira vez, por mais que seja óbvio, vejo como isso pode ser uma habilidade adquirida, talvez à duras penas, e que eu ainda não desenvolvi.

É possível simplesmente falar o que eu penso sobre alguma coisa sem ter que ficar passando na minha cabeça todas as possibilidades de entendimento que a outra pessoa vai ter, é normal dar uma opinião que nem todo mundo vai concordar, é normal discordar de alguém e explicar meus motivos. Me sinto besta falando esse tipo de coisa, mas também faz parte ser um pouco besta de vez em quando.

Me vi pelo lado de fora e, mais ainda, vi as outras pessoas de fora de mim e entendi o por quê de eu me desgastar tanto em contextos sociais. O tanto de acrobacias mentais que eu faço em uma conversa simples é um absurdo e na maior parte das vezes totalmente desnecessário. Por que isso tudo? Não sei, mas vejo cada vez mais todos os contextos que me trouxeram até aqui e como não preciso mais me prender a eles daqui para a frente.

Como é incrível olhar ao redor e ver tantas pessoas incríveis sendo cada vez mais elas mesmas, se encontrando e se refazendo conforme for necessário e vendo como tudo em suas vidas vai lentamente se alinhando com suas essências. Como é incrível ver as pessoas que se ama irradiando felicidade e realização e alegria e amor e encanto. Como é incrível viver ao lado de quem também acha incrível viver.

Esses últimos anos têm sido uma bola de neve de aprendizados que só aumentam e se aceleram cada vez mais e ainda me sinto no meio da ladeira. Que orgulho olhar ao redor hoje e ver a realidade que me cerca enquanto me lembro de qual era a minha realidade alguns meses atrás. Quem diria? Eu que nunca. Nunca iria imaginar.

Tem dias que condensam meses inteiros em vinte e quatro horas e esse foi um final de semana tão cheio, tão variado e tão diferente que nem sei por onde começar a falar sobre ele, por isso falo sobre várias outras coisas. Ainda vou precisar de um tempo pra digerir tudo isso e quem sabe aos poucos consiga falar melhor sobre, mas por enquanto só me sinto absurdamente feliz, leve, hiperativa e exausta de tanto pular e bater cabeça em show foda de banda boa.

17 de setembro de 2022

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pelo visto esse é o meu diário

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